6º Domingo do Tempo Comum -ciclo B- (Port/Esp)

Português:
Louvada seja a Santíssima Trindade e Jesus, Maria e José…
Para sempre seja louvada…
Ao fazer as reflexões da Palavra de Deus correspondentes a cada domingo, de imediato imagino que estou falando diretamente com as pessoas, pessoas que desejam escutar uma mensagem que se entenda e que seja luz para seguir caminhando por este mundo que exige cada vez mais um nível intelectual ou pessoal e equilibrado para alcançar o que sempre tinha sonhado. Neste momento já vejo toda esta gente ao meu redor, todos com uma disposição não somente de fé, mas também para analisar no mínimo detalhe o que estou explicando, porque ao menos já cumpriram com o preceito.
Isso que acabo de dizer, cada um de vocês poderão encontrar em qualquer comunidade local que participamos, onde podemos encontrar algumas pessoas que por mais piedosas que sejam que ao perguntar alguma coisa sobre a reflexão, sobre a pregação ou a homilia, a resposta é a seguinte: bastante profunda, muito longa e, o sacerdote falou muito bem. É uma pena ouvir este tipo de comentários e expressões, mas se trata de uma realidade que se percebe ao conversar e ter um pouco mais de confiança com o povo. A nossa obrigação como “Ministros da Graça de Deus” é de seguir o exemplo de Jesus, deixando que seja Ele quem se manifeste por meio dos que escolheu para assumir esta missão, tal como os santos padres da Igreja nos educaram e nos continuam educando através dos seus tratados: “in persona Christ”, Sim! É isso mesmo, nós os sacerdotes devemos levar nas veias o que assumimos e comprometemos livremente no dia da nossa ordenação. São Paulo é um exemplo bastante claro do que acabo de dizer: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20).
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O texto de são Paulo aos Gálatas não é desconhecido por ninguém, simplesmente exige um maior compromisso por parte daqueles que desejam seguir as pegadas do Deus encarnado. Porém, esta missão é urgente, Deus deseja chegar bastante longe, por mais que tenha que contar com pessoas que constantemente O buscam para ser consolados, buscam para alcançar a sua misericórdia pelas inumeráveis infidelidades cometidas ao longo do tempo. Já estou acostumado a dizer ao povo por onde celebro a Eucaristia cada domingo para que não ‘deixem a toalha cair’, digo isso para que pensem naqueles momentos de dificuldades ou de provações que podem aparecer sem esperar. É um exemplo que também pode servir para todos nós, porque Deus já depositou em cada um de nós muitos talentos, muitos dons, não nos convocou do nada e tão pouco nos enviou de mãos vazias, mas tudo pelo contrário, Ele nos deu e nos deixou Tudo, o seu Filho Jesus no Sacramento do Altar, que cada sacerdote visibiliza na presença real cada momento que um fiel se aproxima para agradecer-lhe.
Hoje, no 6º Domingo do Tempo Comum, considero como clave para poder seguir com o nosso processo de seguimento do salvador. Já faz alguns domingos que estamos presenciando nos textos do evangelista de São Marcos a descrição salvífica de Jesus através de uma série de curas que manifestam diferentes aspectos do encontro libertador com os mais necessitados. O tema que une a primeira leitura (Lv 13, 1-2.44-46) e o evangelho (Mc 1,40-45) é a questão da lepra (qualquer tipo de enfermidade relacionadas com a pele). Trata-se de uma enfermidade bastante temida e a que mais reações contrária produziam: se marginava e escondia a pessoa para evitar a propagação da doença: “o homem atingido de lepra andará com as vestes rasgadas, os cabelos soltos e a barba coberta, gritando: ‘Impuro! impuro!’ Durante todo o tempo em que estiver contaminado de lepra, será impuro. Habitará a sós e terá sua morada fora do acampamento”(v. 45-46).
Ao reflexionar sobre este tema não poço deixar de mencionar a mensagem de Quaresma deste ano de 2012 do santo padre, o papa Bento XVI, que trata sobre um ponto super importante e que nos ajudará a entender um pouco sobre a atividade curativa de Jesus, o sumo pontífice começa a sua mensagem destacando um texto da carta aos Hebreus 10,24: “Estejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar ao amor fraterno e às boas obras”. Esta frase exorta a confiar em Jesus Cristo como sumo sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. Por tanto, significa, a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. ‘Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos’. ‘O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus’.
A mensagem do santo padre é bastante clara para reflexionar neste domingo, antes mesmo de iniciar o exercício da santa quaresma, como o mesmo sumo pontífice declara, devemos ser os guardas dos nossos irmãos. Esta foi uma das atividades mais significativas que podemos destacar para compreender como era a missão de Jesus. Um homem que veio sujeito a lei: ‘Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei’ (Gal 4,4); “E quando se completaram os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram o menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”. Para tanto, deviam oferecer em sacrifício um par de rolas ou dois pombinhos, como está escrito na Lei do Senhor.” (Lc 2, 22-23) e que no santo evangelho de hoje, Jesus acaba destruturando todos os esquemas tradicionais contidos na lei tal como já nos expressa na leitura do livro dos Levíticos: “O leproso de lepra andará com as vestes rasgadas, os cabelos soltos e a barba coberta, gritando: ‘Impuro! impuro!’. Este é o mundo por onde Jesus andou, tudo era controlado pela lei, pela tradição. Com este panorama tão normativo, Jesus foi a pessoa que deu o passo de quebrar as correntes do prejuízos para salvar almas, para recuperar aquele que estava perdido, devolver a identidade daquele que não era tratado como pessoa.

Porém, não foi somente Jesus quem acabou saltando as normas, na sua forma, também o leproso era consciente do que comportava a sua enfermidade diante de todos, mas pelo desespero se atreve a desafiar todas as normas por conseguir livrar-se deste tormento. ‘É consciente que estaria fazendo uma coisa que não era a correta. Mas mesmo assim se coloca se prostra até o chão. Não tinha nem a coragem de falar com Jesus olhando nos seus olhos’.
Esta atitude de Jesus de estar sempre em resgate da pessoa que está sofrendo, porque para ele esta pessoa é única, por isso mesmo que qualquer pessoa está por encima daquilo que está escrito nos códigos ou nas leis. ‘Jesus toca o leproso para liberar dos seus medos, prejuízos, indiferenças, culpabilidades, etc. Purifica para dizer a todos que Deus não exclui nem castiga a ninguém com a marginação’. Através deste gesto, Jesus destrói as fronteiras e integra a todos debaixo de uma mesma lei, a do ‘amar sem medida’ (Santo Agostinho).
Cada vez que leio e escrevo alguma coisa sobre Jesus fico mais apaixonado pela sua pessoa, pelas suas palavras e os seus gestos, e penso que ainda nos falta muitíssimo para conhecê-lo e principalmente viver aquilo que Ele nos ensinou. Jesus deu exemplo de liberdade interior para que sejamos conquistados pelo amor e foi justamente este amor que acabou sendo uma armadilha para conquistar o coração de são Paulo para poder ensinar o mesmo que ele: ‘como também eu me esforço por agradar em tudo a todos, buscando não o que é vantajoso para mim, mas o que é vantajoso para o maior número de pessoas, a fim de que sejam salvas’ (1 Cor 10,33).
Meus queridos irmãos vivam este dia e também esta semana buscando uma oportunidade para fazer alguma visita ao hospital, a uma delegacia, a uma pessoa doente ou um parente que se encontra num estado delicado de saúde, porque assim também estaremos assumindo a nossa missão de seguidores de Jesus.
Pe. Lucimar, sf
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España:
Alabada sea la Santísima Trinidad y Jesús, María y José…
Para siempre sea alabada…
Al hacer estas reflexiones de la palabra de Dios correspondientes a cada domingo, ya imagino que estoy predicando a persones en concreto, a personas que desean escuchar algo que se comprenda y que sea luz para seguir caminando por este mundo que cada vez más exige un nivel sea intelectual o personal para alcanzar lo que siempre se ha soñado. Imagino toda esta gente delante de mi, todos con una disposición no solamente de fe, pero también para ver qué rollo nos explicará, porque al menos ya cumplieron con el precepto.
Todo lo que acabo de decir, se puede encontrar en cualquier comunidad de creyente, algunas por muy piadosas que sean, pregunta sobre la reflexión, la respuesta es que fue muy profunda, larga y habló muy bien el cura. Que pena que llegamos a oír tales expresiones, pero esta es la realidad que palpamos al hablar y tener un poco más de confianza con la gente. Nuestra obligación como “Ministros de la Gracia de Dios” es de seguir el ejemplo de Jesús, dejar con que sea el quien se manifieste por medio de nosotros, tal como los santos padres de la Iglesia nos han educado: “in persona Christ”, ¡Si! Nosotros los sacerdotes debemos llevar en la sangre lo que comprometemos libremente en el día de nuestra ordenación. San Pablo es un claro ejemplo de lo que acabo de decir: “Ya no vivo yo, sino que es Cristo quien vive en mí” (Gal 2,20).
El texto de san Pablo a los Gálatas no es desconocido por nadie, simplemente es demasiado compromiso. Pero, esta misión es urgente, Dios desea llegar lejos, por más que tenga que contar con personas que diariamente buscamos su consuelo y su misericordia por nuestras infidelidades. Acostumbro a decir a la gente donde celebro cada domingo para no ‘tirar la toalla’ por las dificultades o las probaciones del momento. Esto también vale para nosotros, porque Dios ha depositado en cada uno de nosotros muchos talentos, muchos dones, no nos ha llamado de la nada y nos no ha enviado de manos vacías, al contrario, él nos ha dado y dejado todo, su Hijo en el Sacramento del Altar, que los hacemos real, visible cada momento que acercamos para rendirle gracias.
Hoy, en el 6º Domingo del Tiempo Ordinario, es una clave para poder seguir con nuestro seguimiento del maestro. Lo que estamos presenciando hace algunos domingos con los textos del evangelista Marcos es la descripción de la salvación con una serie de curaciones que manifiestan diferentes aspectos del encuentro salvador con Cristo. El tema que une la primera lectura (Lv 13, 1-2.44-46) y el evangelio (Mc 1,40-45) es la cuestión de la lepra (todo tipo de enfermedades relacionadas con la piel). Era la enfermedad más temida y la que más reacción contraria producía: se marginaba y confinaba la persona para evitar la propagación: “El que se haya declarado enfermo de lepra andará harapiento y despeinado, con la barba tapada y gritando: ‘!Impuro, impuro¡’; Vivirá solo y tendrá su morada fura del campamento”(v. 45-46).
Al hablar de este tema no podría deja de lado el mensaje de cuaresma de este año de 2012 del santo padre, el papa Benedicto XVI, que trata de un punto súper importante y que nos ayuda a tender un poco sobre la labor sanando de Jesús, el sumo pontífice destaca un texto para empezar su mensaje de la carta a los Hebreos 10,24: “Fijémonos los unos en los otros para estímulo de la caridad y las buenas obras”. Esta frase exhorta a confiar en Jesucristo como sumo sacerdote, que nos obtuvo el perdón y el acceso a Dios. El saber fijarse en las necesidades de los hermanos, es fijar los ojos en el propio Jesús. ‘Hoy Dios nos sigue pidiendo que seamos guardianes de nuestros hermanos’. ‘El tiempo que se nos ha dado en nuestra vida es preciso para descubrir y realizar buenas obras en el amor de Dios’.

El mensaje del santo padre es bastante claro para la reflexión de este domingo que estamos viviendo antes de dar inicio a la santa cuaresma, como expresa el mismo sumo pontífice, debemos ser los guardianes de nuestros hermanos. Esta es una labor muy significativa para comprender lo que es la misión de Jesús. Un hombre que vino sujeto a la ley: ‘Dios envió a su propio Hijo, nacido de mujer, nacido bajo el régimen de la ley’ (Gal 4,4); “A los ocho días circuncidaron al niño y le pusieron por nombre Jesús, el mismo nombre que el ángel había dicho a María antes de que estuviera encinta. Cuando se cumplieron los días en que ellos debían purificarse según manda la ley de Moisés, llevaron al niño a Jerusalén para presentarlo al Señor” (Lc 2, 22-23) y que en el santo evangelio de hoy rompe con todos los esquemas tradicionales de la ley tal como ya nos expresa en la lectura del libro de los Levíticos: “El leproso andará harapiento y despeinado, con la barba tapada y gritando: ‘!Impuro, impuro¡’. Este es el mundo en que Jesús se movía, todo controlado por la ley, por la tradición. Delante de tal realidad, Jesús da el paso de romper las cadenas del prejuicio para salvar almas, para recuperar aquel que estaba perdido, devolver la identidad de aquel que no era tratado como persona.
Pero, no fue solamente Jesús el que cambió la forma de actuar, el leproso también era consiente de lo que comportaba su enfermedad, pero desesperado se atreve a desafiar todas las normas. ‘Sabe que está obrando mal. Por eso se pone de rodilla. No se arriesga a hablar con Jesús de frente’.
La actitud de Jesús siempre será el rescate de la persona que sufre, porque ella es única e irrepetible, por eso para el toda persona está por encima de lo que dicten los códigos y la leyes. ‘Jesús toca al leproso para liberarlo de miedos, prejuicios, indiferencia, culpabilidades, etc. Lo limpia para decir a todos que Dios no excluye ni castiga a nadie con la marginación’. A través de este gesto, Jesús rompe las fronteras e integra a todos bajo una misma ley, de ‘amar sin medida’ (San Agustín).
Cada vez que voy leyendo y escribiendo cosas sobre Jesús quedo más apasionado por su persona, por sus palabras y sus gestos, y penso que todavía nos queda muchísimo para conocer y principalmente vivir lo que él nos enseñó. Jesús dio ejemplo de libertad interior de sernos conquistados por el amor y fue justamente este amor que acabó atrapando el corazón de san Pablo de poder enseñar lo mismo que el: ‘no busco mi propio bien, sino el de la mayoría’ (1 Cor 10,33).
Mis queridos hermanos vivamos este día y esta semana buscando una oportunidad para hacer alguna visita al hospital, a una prisión, a un enfermo o un pariente que se encuentro en un estado muy delicado de salud.
P. Lucimar, sf


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